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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Caríssimos amigos visitantes, saudações!

O Blog Memórias da saudosa Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima estará passando por período de reformulação e renovação, para melhores prestações de informações no futuro! Por indisponibilidade de tempo, alheio à minha vontade, não posso precisar a duração deste período, portanto, peço-vos desculpas por este pequeno inconveniente, porém, necesário, para trazer-vos preciosas informações acerca das riquíssimas histórias da RFFSA, informações de alta qualidade e inestimável valor histórico!
Enquanto isso, desfrutem a vontade das informações presentes e aguardem, em breve, sensível melhoria no Blog!

Acerca de preciosíssimas informações sobre a RFFSA - SR2, visitem a minha página no site CLUBE AMANTES DA FERROVIA, na URL abaixo:

http://www.amantesdaferrovia.com.br/profile/HeliodosSantosPessoaJunior

Atenciosamente!

Hélio dos Santos Pessoa Júnior (autor do Blog).

domingo, 7 de março de 2010

Carro Leito de madeira com corredor central da E.F.Central do Brasil



Este desenho é de autoria de Hélio dos Santos Pessoa Júnior, autor do blog.

Local: Belo Horizonte - MG
Data: 07/03/2010


Finalmente, uma representação em desenho, do antigo Carro Leito em madeira, com corredor central, construído pela Estrada de Ferro Central do Brasil em 1957, nas oficinas IFL-2 ou 2ª IFL, no Horto Florestal em Belo Horizonte - MG.

Este Carro Leito, com truques de bitóla métrica, guarda incríveis e profundos mistérios que, até a data de hoje, 07/03/2010, não teria sido possível ser desvendado, não fosse um árduo trabalho de investigações e longas pesquisas, analisando inclusive a sua planta original, extraída do caderno original de plantas de veículos ferroviários de Flávio Francesconi Lage, ex-Superintendente da RFFSA em Belo Horizonte - MG.

Este Carro Leito, por ter sido construído para a bitola métrica, ainda mais tendo sido construído em Belo Horizonte, tudo indica que foi para integrar uma composição do antigo Trem do Sertão que, desde 1948 partia direto de Belo Horizonte - MG com destino à cidade de Monte Azul - MG, divisa de Minas Gerais com a Bahia, na Lendária Linha do Centro da E.F.Central do Brasil. Lamentavelmente, este Carro Leito, com corredor central e luxuosas cortinas de um lado e outro do corredor, cobrindo as beliches, certamente não existe mais, pode ter sido sucateado como tantos outros. Este Carro Leito cuja inscrição é PD-8, tinha excelência em serviços prestados, com a qualidade e o conforto de viagens espetaculares, inesquecíveis que a Central do Brasil orgulhosamente prestava aos passageiros. Era a verdadeira tradição sobre trilhos. E, posso dizer muito mais do que isso, pois finalmente era este um dos Carros Leito que serviram no Trem Rio Doce da E.F.Vitória a Minas - Companhia Vale do Rio Doce, de 1957 a 1974, devido a acordo da CVRD com a Central do Brasil, segundo informações de Marcos Antônio Siqueira de Vitória - ES. Ao que parece, os carros do Trem do Sertão estiveram presentes na composição do Trem Rio Doce muito antes do que se pensava e é justamente por este motivo que eu os chamo de "trens irmãos", na tradição da história dos trens de passageiros do Brasil.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Carro Dormitório-cabine aço carbono RFFSA - 6ª Divisão Central - Fase 1





Esta foto é de autor não identificado, enviada a Hélio dos Santos Pessoa Júnior por Alexandre Almeida.

Local: Sete Lagoas - MG
Data: Não informada


Carro Dormitório-cabine de aço carbono da RFFSA - 6ª Divisão Central - Fase 1, em sua cor original vermelho óxido. Este Carro Dormitório é originário da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil porém na fase desta última co-ligada à Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima, sendo fabricado nas oficinas de Trajano, no Rio de Janeiro, no ano de 1965. A partir de 1969, a Central do Brasil se tornou uma das Divisões Operacionais da RFFSA, sendo denominada 6ª Divisão Central ou RFFSA-6ª Divisão Central e este Carro Dormitório fazia parte da antiga linha Belo Horizonte a Monte Azul (posteriormente, só até Montes Claros), do famoso Trem do Sertão. A 6ª Divisão Central tinha bitola (largura de um trilho ao outro) tanto larga (1,60 m), quanto métrica (1,00 m) e em alguns trecho (de Belo Horizonte a Sete Lagoas) bitola mista; a métrica dentro da larga. A parte de bitola larga era formada pela malha férrea do Rio de Janeiro e São Paulo e subsequentes ramais como o ramal de São Paulo em Barra do Piraí - RJ e a parte métrica era formada pelo restante da Linha do Centro, de Sete Lagoas a Monte Azul e pelo ramal de Nova Era - MG e outros ramais na região. No ano de 1973, a 6ª Divisão Central fora novamente segregada e a sua parte de bitola métrica se tornou a 14ª Divisão Centro Norte, da qual continuou fazendo parte este Carro Dormitório, porém já nas cores azul celeste com a faixa da janela em branco.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Carro Dormitório-cabine aço carbono RFFSA - 6ª Divisão Central



Esta foto é de autoria de Hélio dos Santos Pessoa Júnior, autor do blog.
Local: Belo Horizonte - MG
Data: 29/12/2009


Carro Dormitório-cabine de aço carbono da Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima - RFFSA - 6ª Divisão Central em sua segunda fase, de 1971 a 1973.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

REDE FERROVIÁRIA FEDERAL SOCIEDADE ANÔNIMA - HISTÓRICO



A REDE FERROVIÁRIA FEDERAL SOCIEDADE ANÔNIMA – RFFSA – era uma sociedade de economia mista integrante da Administração Indireta do Governo Federal, vinculada funcionalmente ao Ministério dos Transportes.

A RFFSA foi criada mediante autorização da Lei nº 3.115, de 16 de março de 1957, pela consolidação de 18 ferrovias regionais, com o objetivo principal de promover e gerir os interesses da União no setor de transportes ferroviários. Durante 40 anos prestou serviços de transporte ferroviário, atendendo diretamente a 19 unidades da Federação, em quatro das cinco grandes regiões do País, operando uma malha que, em 1996, compreendia cerca de 22 mil quilômetros de linhas (73% do total nacional).

Em 1992, a RFFSA foi incluída no Programa Nacional de Desestatização, ensejando estudos, promovidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, que recomendaram a transferência para o setor privado dos serviços de transporte ferroviário de carga. Essa transferência foi efetivada no período 1996/1998, de acordo com o modelo que estabeleceu a segmentação do sistema ferroviário em seis malhas regionais, sua concessão pela União por 30 anos, mediante licitação, e o arrendamento, por igual prazo, dos ativos operacionais da RFFSA aos novos concessionários, Em 1998, houve a incorporação da Ferrovia Paulista S.A. - FEPASA à RFFSA, ao que se seguiu, em dezembro desse ano, a privatização daquela malha.

A RFFSA foi dissolvida de acordo com o estabelecido no Decreto nº 3.277, de 7 de dezembro de 1999, alterado pelo Decreto nº 4.109, de 30 de janeiro de 2002, pelo Decreto nº 4.839, de 12 de setembro de 2003, e pelo Decreto nº 5.103, de 11 de junho de 2004.

Sua liquidação foi iniciada em 17 de dezembro de 1999, por deliberação da Assembléia Geral dos Acionistas foi conduzida sob responsabilidade de uma Comissão de Liquidação, com o seu processo de liquidação supervisionado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, através do Departamento de Extinção e Liquidação – DELIQ.

O processo de liquidação da RFFSA implicou na realização dos ativos não operacionais e no pagamento de passivos. Os ativos operacionais (infra-estrutura, locomotivas, vagões e outros bens vinculados à operação ferroviária) foram arrendados às concessionárias operadoras das ferrovias, Companhia Ferroviária do Nordeste - CFN, Ferrovia Centro Atlântica – FCA, MRS Logística S.A, Ferrovia Bandeirantes – Ferroban, Ferrovia Novoeste S. A., América Latina e Logística – ALL, Ferrovia Teresa Cristina S. A., competindo a RFFSA a fiscalização dos ativos arrendados.

A RFFSA foi extinta, mediante a Medida Provisória nº 353, de 22 de janeiro de 2007, estabelecida pelo Decreto Nº 6.018 de 22/01/2007, sancionado pela Lei Nº 11.483.

O Decreto Nº 6.769 de 10 de fevereiro de 2009 dá nova redação aos artigos 5º, 6º e 7º do Decreto Nº 6.018 de 22 de janeiro de 2007.

Disponível em: http://www.rffsa.gov.br/principal/historico.htm

Acessado em: 29/09/2009 às 20h22min

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Último Trem do Sertão

video
Este vídeo é de autoria do amigo Jorge Concórdia, gravado pelo mesmo na cidade de Sete Lagoas - MG em Dezembro de 1992

Vídeo disponível no seu canal do Youtube
Link: http://www.youtube.com/user/cachorroconcordia

Descrição:
O Trem do Sertão, como era conhecido, a partir de 1965, era formado por carros de aço carbono para passageiros da Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima - RFFSA e tracionado por locomotiva a diesel GE U-20-C também da RFFSA e fazia o percurso de Belo Horizonte - MG à cidade de Monte Azul - MG, na lendária linha do Centro da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil. Ao sair de Belo Horizonte, o trem passava por cidades importantes como Sete Lagoas, depois Corinto, Montes Claros e, finalmente, Monte Azul, divisa de Minas Gerais com a Bahia. Em Corinto, alguns carros ficavam para formar uma pequena composição com destino às cidades de Lassance, Pirapora e Buritizeiro, através do ramal de Pirapora, atravessando o rio São Francisco. O outro trem, saia de Corinto e seguia para Montes Claros e depois para Monte Azul. Em Monte Azul, os passageiros faziam baldeação para a antiga Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro e iam por ela até Salvador. Foi um verdadeiro crime acabarem com este trem, que movimentava a economia das cidades por onde passava, justamente quando passageiros ainda lotavam o mesmo.

"Os trilhos da R.F.F.S.A. foram retirados do centro de Sete Lagoas, MG. O cinegrafista Jorge Concórdia registrou a partida do último trem de passageiros, com destino à capital mineira, no dia 18/12/1992".

quarta-feira, 12 de agosto de 2009


Esta foto é de autor desconhecido, enviada a Hélio dos Santos Pessoa Júnior por José Emílio de Castro Horta Buzelin.

Data: não divulgada
Local: Belo Horizonte - MG

Descrição:
Carro Administração em aço carbono, da RFFSA - SR2. Este realmente era um veículo originário da RFFSA - 5ª Divisão Centro Oeste, utilizado, certa vez, num Trem Especial, segundo informações do Leonardo Bloomfield. O Veículo fora construído em Lavras - MG, em 1971, já na 2ª fase da 5ª Divisão Centro Oeste, para integrar a composição do Trem Brasil-Central.