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terça-feira, 29 de setembro de 2009

REDE FERROVIÁRIA FEDERAL SOCIEDADE ANÔNIMA - HISTÓRICO



A REDE FERROVIÁRIA FEDERAL SOCIEDADE ANÔNIMA – RFFSA – era uma sociedade de economia mista integrante da Administração Indireta do Governo Federal, vinculada funcionalmente ao Ministério dos Transportes.

A RFFSA foi criada mediante autorização da Lei nº 3.115, de 16 de março de 1957, pela consolidação de 18 ferrovias regionais, com o objetivo principal de promover e gerir os interesses da União no setor de transportes ferroviários. Durante 40 anos prestou serviços de transporte ferroviário, atendendo diretamente a 19 unidades da Federação, em quatro das cinco grandes regiões do País, operando uma malha que, em 1996, compreendia cerca de 22 mil quilômetros de linhas (73% do total nacional).

Em 1992, a RFFSA foi incluída no Programa Nacional de Desestatização, ensejando estudos, promovidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, que recomendaram a transferência para o setor privado dos serviços de transporte ferroviário de carga. Essa transferência foi efetivada no período 1996/1998, de acordo com o modelo que estabeleceu a segmentação do sistema ferroviário em seis malhas regionais, sua concessão pela União por 30 anos, mediante licitação, e o arrendamento, por igual prazo, dos ativos operacionais da RFFSA aos novos concessionários, Em 1998, houve a incorporação da Ferrovia Paulista S.A. - FEPASA à RFFSA, ao que se seguiu, em dezembro desse ano, a privatização daquela malha.

A RFFSA foi dissolvida de acordo com o estabelecido no Decreto nº 3.277, de 7 de dezembro de 1999, alterado pelo Decreto nº 4.109, de 30 de janeiro de 2002, pelo Decreto nº 4.839, de 12 de setembro de 2003, e pelo Decreto nº 5.103, de 11 de junho de 2004.

Sua liquidação foi iniciada em 17 de dezembro de 1999, por deliberação da Assembléia Geral dos Acionistas foi conduzida sob responsabilidade de uma Comissão de Liquidação, com o seu processo de liquidação supervisionado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, através do Departamento de Extinção e Liquidação – DELIQ.

O processo de liquidação da RFFSA implicou na realização dos ativos não operacionais e no pagamento de passivos. Os ativos operacionais (infra-estrutura, locomotivas, vagões e outros bens vinculados à operação ferroviária) foram arrendados às concessionárias operadoras das ferrovias, Companhia Ferroviária do Nordeste - CFN, Ferrovia Centro Atlântica – FCA, MRS Logística S.A, Ferrovia Bandeirantes – Ferroban, Ferrovia Novoeste S. A., América Latina e Logística – ALL, Ferrovia Teresa Cristina S. A., competindo a RFFSA a fiscalização dos ativos arrendados.

A RFFSA foi extinta, mediante a Medida Provisória nº 353, de 22 de janeiro de 2007, estabelecida pelo Decreto Nº 6.018 de 22/01/2007, sancionado pela Lei Nº 11.483.

O Decreto Nº 6.769 de 10 de fevereiro de 2009 dá nova redação aos artigos 5º, 6º e 7º do Decreto Nº 6.018 de 22 de janeiro de 2007.

Disponível em: http://www.rffsa.gov.br/principal/historico.htm

Acessado em: 29/09/2009 às 20h22min

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Último Trem do Sertão

video
Este vídeo é de autoria do amigo Jorge Concórdia, gravado pelo mesmo na cidade de Sete Lagoas - MG em Dezembro de 1992

Vídeo disponível no seu canal do Youtube
Link: http://www.youtube.com/user/cachorroconcordia

Descrição:
O Trem do Sertão, como era conhecido, a partir de 1965, era formado por carros de aço carbono para passageiros da Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima - RFFSA e tracionado por locomotiva a diesel GE U-20-C também da RFFSA e fazia o percurso de Belo Horizonte - MG à cidade de Monte Azul - MG, na lendária linha do Centro da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil. Ao sair de Belo Horizonte, o trem passava por cidades importantes como Sete Lagoas, depois Corinto, Montes Claros e, finalmente, Monte Azul, divisa de Minas Gerais com a Bahia. Em Corinto, alguns carros ficavam para formar uma pequena composição com destino às cidades de Lassance, Pirapora e Buritizeiro, através do ramal de Pirapora, atravessando o rio São Francisco. O outro trem, saia de Corinto e seguia para Montes Claros e depois para Monte Azul. Em Monte Azul, os passageiros faziam baldeação para a antiga Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro e iam por ela até Salvador. Foi um verdadeiro crime acabarem com este trem, que movimentava a economia das cidades por onde passava, justamente quando passageiros ainda lotavam o mesmo.

"Os trilhos da R.F.F.S.A. foram retirados do centro de Sete Lagoas, MG. O cinegrafista Jorge Concórdia registrou a partida do último trem de passageiros, com destino à capital mineira, no dia 18/12/1992".